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Ministério Público e Judiciário realizam visita técnica ao Programa de Monitoramento do Agressor, gerido pelo governo do Estado

Iniciativa é desenvolvida há três anos pelo Departamento de Comando e Controle Integrado da Secretaria da Segurança Pública

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Em uma reunião oficial, vários participantes estão sentados em torno de uma mesa de conferência, com copos, cadernos e objetos pessoais sobre a superfície. Ao fundo, um painel institucional exibe o nome da Secretaria da Segurança Pública e o brasão do Estado, acompanhado das bandeiras do Brasil e do Rio Grande do Sul. A cena reflete um encontro administrativo voltado para políticas de segurança pública.
A secretária-adjunta (SSP), Adriana da Costa e o secretário-executivo do RS Seguro, Antônio Padilha detalharam o monitoramento. - Foto: Rogério Fernandes/ Ascom SSP-RS

Um grupo de juízes, promotores de justiça, defensores públicos e outros representantes do Ministério Público e do Judiciário realizou, na segunda-feira (18/5), uma visita técnica à Secretaria da Segurança Pública (SSP). O objetivo do encontro foi apresentar o Programa de Monitoramento do Agressor, gerido pelo governo do Estado, por meio do Departamento de Comando e Controle Integrado (DCCI/SSP), que em junho completará três anos de implementação. Participaram do encontro a secretária-adjunta da Segurança Pública, Adriana Regina da Costa, o secretário-executivo do Programa RS Seguro, Antônio Padilha, e o diretor do DCCI, coronel Alex Sandre Pinheiro Severo.

A violência contra a mulher, especialmente os feminicídios, são um desafio para o poder público em todo o país e o governo do Estado, por meio da SSP, tem enfrentado esse cenário com ações contundentes. Entre elas, o monitoramento dos agressores e a proteção das vítimas e de seus familiares. Para Adriana da Costa, a visita institucional reforça a integração entre órgãos de justiça e da segurança pública na busca por soluções inovadoras para o enfrentamento da violência doméstica e familiar.

Em uma reunião de maior porte, com cerca de quinze pessoas em torno de uma mesa retangular. O ambiente é iluminado por grandes janelas e, na parede, um painel digital mostra dados de 2023 com números destacados como “35.299”, “64.321”, “52.711” e “80”. Um dos participantes, posicionado na ponta da mesa, parece conduzir a discussão, reforçando o caráter analítico e estratégico do encontro, possivelmente voltado para avaliação de resultados ou planejamento institucional.
Juízes, promotores de justiça, defensores públicos e outros representantes do Ministério Público e do Judiciário - Foto: Rogério Fernandes/Ascom (SSP-RS)

“O monitoramento é uma ferramenta efetiva de proteção e prevenção. Hoje temos 1.223 vítimas e 1.270 agressores monitorados. Mais de três mil mulheres já foram atendidas desde o início do programa. Esse amparo depende de um conjunto de ações, desde a denúncia, passando pelos deferimentos de medidas protetivas, até chegar ao monitoramento, de fato. Por isso, a troca de experiências cumpre um papel estratégico e amplia a cooperação para além de ações isoladas”, afirmou a secretária-adjunta. “Quando diferentes instituições se articulam, é possível alinhar protocolos, compartilhar informações e desenvolver soluções conjuntas para enfrentar a violência”, complementou.

O encontro começou com uma apresentação sobre o funcionamento do programa e com uma discussão sobre os avanços da iniciativa. Em seguida, os participantes se deslocaram até a sala de videomonitoramento do agressor, para acompanhar de perto a estrutura, os recursos utilizados e a ação policial no acompanhamento dos casos.

Sobre o monitoramento

Em um ambiente tecnológico de monitoramento policial, um homem de terno gesticula diante de um grande painel digital repleto de gráficos, indicadores e o brasão da Policía Municipal com a bandeira do México ao centro. O cenário transmite a ideia de integração entre dados e segurança pública, sugerindo uma apresentação ou análise de operações policiais com apoio de ferramentas digitais.
O cel. Alex Sandre Pinheiro Severo, diretor do DCCI, apresentou o sistema de monitoramento aos visitantes. - Foto: Calvin Neruam (Ascom/SSP-RS)

O uso da tornozeleira eletrônica é parte das políticas públicas de segurança voltadas ao combate à violência doméstica e familiar no Estado. Mediante autorização judicial, a vítima recebe um celular com o aplicativo interligado ao sistema de monitoramento do agressor, que acompanha, em tempo real, a localização de cada monitorado. Se ele se aproximar da vítima, o equipamento emite um alerta para a central do programa.

Caso ele não recue e avance no raio de distanciamento determinado pela medida protetiva, o aplicativo alertará novamente a vítima e a central. Após o segundo alerta, a Patrulha Maria da Penha ou outra guarnição da Brigada Militar mais próxima irá ao local verificar a situação e garantir a segurança da vítima.

Texto: Dulce Mazer/Ascom SSP
Edição: Secom

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