Operação Papagaio desarticula grupo que comercializava drogas e armas de fogo
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A 1ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (1ªDIN/Denarc) realizou, nesta terça-feira (17/3), a operação Papagaio. A ofensiva resultou, até o momento, na prisão de 11 membros de um grupo responsável por tráfico de entorpecentes e comércio ilegal de armas de fogo em Porto Alegre.
Foram cumpridos 29 mandados de prisão e 36 de busca e apreensão na capital gaúcha e em Alvorada. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão junto a suspeitos recolhidos no sistema Penitenciário nas cidades de Charqueadas, Canoas e Porto Alegre. A ação resultou na apreensão de R$ 30 mil em dinheiro, nove tijolos de cocaína, totalizando cerca de nove quilos e celulares.
De acordo com o delegado Ewerton Melo, as investigações começaram a partir de uma denúncia recebida sobre um esquema de tele-entrega de drogas na Zona Sul da capital. Um indivíduo seria o responsável pela logística das entregas, bem como por armazenar, em sua residência, armas de fogo, entorpecentes e dinheiro pertencentes ao grupo criminoso.
A partir da quebra do sigilo telefônico e telemático do aparelho apreendido, foi possível comprovar fatos e identificar outros envolvidos. Planilhas, listas de motoboys e relatórios de vendas eram compartilhados em grupos de mensagens, evidenciando a estrutura criminosa. “A organização mantinha duas frentes de tele-entrega, cada uma com diversos responsáveis pela distribuição de drogas nas regiões Central, Sul e Leste de Porto Alegre. Em apenas um turno de trabalho, foi constatada a comercialização de mais de cem porções de cocaína por apenas um entregador. As substâncias eram fracionadas e o grupo tinha rigoroso controle de repasses e acertos financeiros”, explicou o delegado.
Também foram identificados registros que indicam armazenamento em larga escala de drogas, com aproximadamente mil porções de cocaína fracionadas, embaladas e prontas para comercialização, produzidas semanalmente, com valor estimado em R$ 50 mil.
O grupo também atuava no comércio ilegal de armas de fogo. Conversas revelaram negociações envolvendo pistolas e revólveres, inclusive uma pistola Glock calibre .380 e um revólver calibre .38, com valores que chegavam a R$ 11 mil. Fotos e vídeos de armamentos circulavam entre os integrantes, demonstrando que a atuação criminosa extrapolava o narcotráfico.
Texto: DCS/Polícia Civil. Edição: Ascom/SSP.