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Operação Mãos à Obra é deflagrada no combate ao roubo de cargas na Região Metropolitana

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Nove pessoas foram presas, quatro armas de fogo e fios de cobre apreendidos.
Nove pessoas foram presas, quatro armas de fogo e fios de cobre apreendidos. - Foto: Polícia Civil
Por Larissa Marafiga e Michel Fontana/Polícia Civil

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão ao Roubo e Furto de Cargas (DRFC), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), desencadeou na manhã desta terça-feira (24) a Operação Mãos à Obra, visando desarticular organização criminosa voltada à prática de reiterados roubos em obras da construção civil e empresas fornecedoras de materiais elétricos. Foram cumpridas 38 ordens judiciais entre mandados de prisão e de busca e apreensão em Porto Alegre, Viamão, Canoas, Imbé e Bom Princípio. Nove pessoas foram presas, quatro armas de fogo e fios de cobre apreendidos.

Segundo o delegado Alexandre Luiz Fleck, a investigação teve início em maio deste ano, quando foram avocadas diversas ocorrências e inquéritos policiais que tratavam de fatos desta natureza, ocorridos nos anos de 2016 e 2017, o que aponta para uma atividade criminosa que perdura há quase dois anos. "A partir daí, identificou-se que se tratava de um mesmo núcleo criminoso, com modus operandi específico, composto por duas células bem identificadas que trabalhavam de forma unitária: uma baseada nas imediações da Av. Voluntários da Pátria, em Porto Alegre, envolvendo proprietários de reciclagem de metais, responsáveis pela destinação dos bens subtraídos, os quais, ainda, contribuíam com meios para a execução criminosa; e uma célula composta por indivíduos sediados na Vila Augusta, na cidade de Viamão, ligados a uma facção criminosa do Estado, responsáveis pela execução dos delitos", relata o delegado. 

Conforme o Fleck, os indivíduos adentravam os canteiros das obras e, armados, rendiam os funcionários e cerceavam suas liberdades. "Sob constantes ameaças exercidas com armas de fogo e violência (em um dos eventos utilizaram arma de choque elétrico em uma vítima), subtraíam especialmente fios e cabos de cobre, além de ferramentas. Muitas vezes obrigavam as vítimas a ajudar no carregamento dos materiais, que eram transportados em veículos dos criminosos. Em um dos eventos, chegaram a manter reféns trinta funcionários de um ma obra. Estima-se que a quadrilha seja responsável por, pelo menos, treze roubos identificados, gerando prejuízos na casa de mais de mais de dois milhões de reais, com roubos praticados em Porto Alegre e Canoas", acrescentou o delegado.

Na ação de hoje, que contou com a participação de 160 policiais civis, nove pessoas foram presas, sendo que três delas em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e um deles por tentativa de homicídio. "Durante o cumprimento das buscas, um dos suspeitos investigados atentou contra os policiais, efetuando disparos de arma de fogo. Um revólver calibre 38 foi apreendido com o indivíduo, que foi autuado em flagrante por tentativa de homicídio", complementa Fleck.  

O Diretor da Divisão de Investigações do Deic, delegado Sander Cajal, ressalta que a investigação qualificada levada a cabo pela delegacia conseguiu desarticular um grupo de atuação altamente especializada, de atuação violenta, reiterada e numa crescente ousadia: “Os ataques se tornaram mais frequentes, mais ousados e praticados por um número maior de indivíduos na medida em que crescia a sensação de impunidade”, complementou Cajal.



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