Governo do Estado do Rio Grande do Sul
Secretaria da

Segurança Pública

Início do conteúdo

Operação da Polícia Civil combate estelionato eletrônico na Capital e Região Metropolitana

Suspeitos fingiam ser funcionários de uma cooperativa de crédito para extorquir as vítimas

Publicação:

Celulares e computadores apreendidos no local.
No local, foram apreendidos computadores, mais de 40 celulares e chips telefônicos. - Foto: DCS/Polícia Civil - RS

A Delegacia de Repressão ao Roubo de Veículos (DRV), vinculada ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), realizou a segunda fase da operação Linha Direta, na manhã de quarta-feira (29/4), com o objetivo de desarticular um grupo especializado em fraudes eletrônicas. Os suspeitos mantinham uma central telefônica clandestina em Porto Alegre.

Quatro pessoas foram presas em flagrante no Jardim Itu, na zona norte da Capital. Outros dois presos estavam no bairro Sarandi. Eles foram apontados como responsáveis pelo esquema. A Polícia Civil também apreendeu uma adolescente. Eles são investigados por crimes de estelionato qualificado por meio eletrônico, associação criminosa e corrupção de menores.

Os suspeitos realizavam o contato com os clientes de uma instituição bancária, passando-se por gestores, conduzindo-os a solicitar empréstimos e a realizar transferências para contas de terceiros. Com o grupo, foram apreendidos 44 celulares, centenas de chips telefônicos de diversas operadoras, além de um notebook, anotações e cadernos.

Segundo a delegada Jeiselaure Rocha de Souza, responsável pela investigação, idosos e pessoas com pouco conhecimento sobre operações bancárias eram alvos dos criminosos. Alguns chegaram a ter perdas de cerca de R$ 1 milhão. “Os suspeitos ligavam para pessoas da Capital, do interior e até de fora do Estado, induzindo as vítimas ao erro, por meio de pagamentos indevidos, chegando ao prejuízo de milhões de reais, de acordo com a verdadeira instituição financeira”, disse.

O grupo mantinha dois pontos estratégicos em Porto Alegre. No bairro Jardim Itu, funcionava uma central telefônica clandestina, um “call center” destinado à aplicação de golpes. A delegada Jeiselaure ressaltou a capacidade de organização do grupo: “Trata-se de um grupo estruturado, com divisão clara de tarefas, metas financeiras, uso intensivo de tecnologia e atuação em escala estadual e nacional.”

A ação contou com o apoio de peritos criminais do Instituto-Geral de Perícias (IGP), que realizaram exames técnicos no local. As análises preliminares identificaram uso de softwares de acesso remoto, arquivos com dados sensíveis de vítimas e registros que comprovam o funcionamento contínuo da central telefônica.

Linha Direta I
A Polícia Civil chegou aos criminosos a partir de outras prisões e apreensões, realizadas em dezembro de 2025, quando 17 pessoas foram presas em flagrante e um adolescente foi apreendido, totalizando 18 envolvidos. Na ocasião, uma falsa central telefônica foi desarticulada em um sítio, localizado em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, para a prática de estelionato e fraudes eletrônicas junto a vítimas de todo o país. Os suspeitos se passavam por representantes de instituições financeiras e advogados.

As investigações mais recentes demonstraram que, mesmo após a primeira ofensiva, o grupo se reorganizou, praticando fraudes em larga escala.

Denúncias
O Deic disponibiliza o seguinte número para denúncias: 0800 510 2828.

Texto: DCS/Polícia Civil. Edição: Ascom/SSP.

Secretaria da Segurança Pública