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Segurança Pública gaúcha participa do IV Encontro Nacional sobre Segurança Pública e Enfrentamento da Violência contra a mulher

Brigada Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Instituto-Geral de Perícias e Polícia Civil estiveram representadas

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Quatro mulheres estão em pé, lado a lado, em uma sala de conferência ou seminário. Duas delas vestem uniformes de forças de segurança (militares ou policiais), enquanto as outras duas usam roupas profissionais civis. Ao fundo, há uma tela de projeção exibindo um slide com o texto em português:
"SUS Mulheres – 1º Encontro Nacional – Segurança Pública e o Enfrentamento da Violência Contra a Mulher". O ambiente transmite formalidade e colaboração entre representantes da segurança pública e da sociedade civil.
As servidoras estiveram entre as 130 representantes das forças de segurança estaduais que participaram do encontro - Foto: Ascom/SSP-RS (Divulgação)

Uma comitiva com quatro representantes da Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul participou do IV Encontro Nacional sobre Segurança Pública e Enfrentamento da Violência contra a Mulher, realizado nos dias 25 e 26 de março, em Brasília (DF). Participaram a chefe da Seção de Operações e Treinamentos do Comando de Polícia Militar da Capital, capitã Francini Pagliarini Fisch, a perita criminal psicóloga do IGP, Juliana Marion, a diretora de Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher, delegada Waleska Aline Viana de Alvarenga e a chefe da Divisão de Justiça e Disciplina da Corregedoria-Geral do CBMRS, capitã Bárbara Siteneski de Oliveira (na foto, a partir da esq.)O evento foi promovido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP)e pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp)

"Encontros como este dão visibilidade às dificuldades que encontramos na prática de nossas atividades e colaboram para pensarmos em soluções eficazes em conjunto. A articulação entre aqueles que compõem a segurança pública do nosso país é essencial para o diálogo e para a criação de ações eficientes no enfrentamento a essa violência, que está enraizada em uma cultura machista, que organiza essa desigualdade de gênero por meio do sentimento de poder sobre o corpo feminino, e misógina, que a sustenta por meio da hostilização do sujeito que há em cada uma de nós.", disse a psicóloga Juliana Marion.

Autoridades e especialistas abordaram a proteção e a garantia de direitos das mulheres. As discussões giraram em torno do aprimoramento de protocolos de atendimento, formulação de políticas públicas para a prevenção e a qualificação do acolhimento às vítimas de violência doméstica e familiar e a ampliação da articulação entre forças de segurança e o sistema de justiça, com troca de experiências entre representantes de todos os estados. Para a delegada Waleska de Alvarenga, ao reunir especialistas de todas as áreas do sistema de justiça e segurança, o encontro transforma a experiência da ponta — o dia a dia das delegacias — em estratégia de Estado.  

As discussões permitem identificar gargalos no atendimento e padronizar procedimentos, garantindo que uma mulher acolhida em qualquer região receba o mesmo atendimento qualificado. Além disso, o debate promove a integração da rede de proteção. Não basta apenas prender o agressor. As políticas públicas precisam focar na autonomia financeira da vítima, no suporte psicológico e na educação preventiva”, afirmou a delegada.  

Um auditório moderno, com público formado por pessoas uniformizadas (provavelmente policiais ou agentes de segurança), sentadas e voltadas para o palco. No palco, há vários palestrantes participando de um evento oficial. Duas telas grandes exibem a mensagem: "SUSP – Sistema Único de Segurança Pública – Enfrentamento à Violência Contra a Mulher". O espaço tem design contemporâneo, com paredes padronizadas e iluminação de teto. A cena representa uma iniciativa governamental organizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil, voltada ao combate à violência contra mulheres.
IV Encontro Nacional sobre Segurança Pública e Enfrentamento da Violência contra a Mulher fo realizado nos dias 25 e 26 de março - Foto: Ascom/SSP-RS (Divulgação)

Na programação 
Nesta edição, o encontro focou o enfrentamento dos feminicídios no Brasil, como incidência, subnotificação e desafios estruturais na proteção das mulheres, diante da nova realidade estabelecida pela sanção do Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio. O evento marca os 41 anos do atendimento policial especializado, iniciado com a criação da primeira Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), em São Paulo.  

Segundo a delegada Waleska, a Polícia Civil e as Deams desempenham papéis fundamentais na repressão e prevenção da violência doméstica e familiar contra a mulher, atuando como a principal porta de entrada dessa mulher na rede de proteção. “O intercâmbio de boas práticas fornece subsídios reais para que possamos seguir firmes no combate e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas”, finalizou. 

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