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Secretária-adjunta da SSP participa de debate sobre combate à violência contra mulher

Participantes abordaram políticas públicas e questões culturais para romper o ciclo de agressões

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Debatedoras compartilharam suas experiências e perspectivas sobre combate à violência contra mulher - Foto: Rogério Fernandes/SSP-RS

A secretária-adjunta da Secretaria da Segurança Pública (SSP), Adriana Regina da Costa, participou do Gaúcha Talks, na tarde desta sexta-feira (06/11). Com o tema "Como interromper o ciclo da violência antes que seja tarde?", o evento também contou com a presença da secretária-adjunta da Secretaria da Mulher (SDM), Viviane Nery Viegas, e da professora e pesquisadora da UNIJUÍ, Dra. Joice Nielsson. O encontro, realizado na Casa das Gurias do Farol Santander, em Porto Alegre, foi mediado pela jornalista Kelly Matos, do Grupo RBS.

Em sua fala, Adriana da Costa comentou dos avanços da legislação e das políticas públicas no enfrentamento à violência contra mulher. "Hoje contamos com uma legislação específica que trata sobre a violência contra mulher e ferramentas como as Medidas Protetivas de Urgência (MPUs). Temos ainda as Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (DEAMs), as Salas das Margaridas, as Patrulhas Maria da Penha e o Programa de Monitoramento do Agressor, que já conta com mais de 1.700 monitorados. Além disso, nenhuma das mulheres que participam do programa foram vítimas de feminicídio ou tentativa", afirmou.

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Adriana da Costa destacou a importância do trabalho integrado e do fortalecimento da rede de apoio para as mulheres - Foto: Rogério Fernandes/SSP-RS

A secretária-adjunta da SSP também destacou a importância do trabalho integrado e do fortalecimento da rede de apoio para as mulheres vítimas de violência. "O acolhimento é fundamental. Não basta apenas fazer o boletim de ocorrência, é preciso fortalecer a rede de apoio para que a mulher possa prosseguir com a denúncia e romper o ciclo de violência. Acredito que com o trabalho integrado com a Secretaria da Mulher e com outros setores da sociedade teremos mais condições de enfrentar este problema", concluiu.

Já a secretária-adjunta da SDM, Viviane Viegas, ressaltou a necessidade de uma mudança de cultura e das mulheres ocuparem mais posições de liderança na sociedade. "Um dos caminhos é repensar questões culturais da nossa sociedade, em especial as que envolvem masculinidade e que acabam reforçando a desigualdade de gênero. Para isso, também precisamos que mais mulheres ocupem posições de liderança. Hoje, somos a maioria da população, mas ainda assim ocupamos apenas 10% postos de comando. Mudar este cenário é fundamental para combatermos a violência contra mulher", salientou.

A Dra. Joice Nielsson, por sua vez, abordou a mudança de perspectiva do público masculino sobre o tema. Coordenadora de pesquisas sobre o perfil de autores de violência doméstica, ela explicou que muitos destes homens tem dificuldades para se enxergarem como agressores. "Em nossas pesquisas, observamos que muitos homens cresceram em ambientes que naturalizavam a desigualdade de gênero. Para eles, atitudes que não envolviam agressões físicas, como ameaças ou ofensas, não eram encaradas como violência, de modo que eles não se viam como agressores. Portanto é fundamental trabalhar essa mudança de perspectiva desde a infância para evitar que preconceitos históricos se perpetuem. Dessa forma, teremos mais êxito em combater a violência doméstica e os feminicídios", pontuou.

Confira o debate na íntegra neste link: https://www.youtube.com/live/U1F_S_4GP2o

Texto: Leonardo Fister/Ascom SSP
Edição: Ascom SSP

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