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Segurança para a mulher é para todos

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Por Airton Michels - Secretário da Segurança Pública do RS

A violência contra a mulher necessita atenção especial da segurança pública. Esse crime revela um drama, pois há laços emocionais entre agressor e vítima. Melhorar a segurança pública passa, necessariamente, pelo combate a esse tipo de agressão que pode ser reprodutora de todas as formas de violência. Os serviços públicos precisam estar preparados para atender essas mulheres. E, quando se fala em aperfeiçoamento, não significa apenas técnica, mas também uma mudança de comportamento e cultura.

O governo do Estado tem consciência da gravidade da violência doméstica e realiza um trabalho de sensibilização dos servidores e servidoras por meio da Secretaria da Segurança Pública (SSP). Foi necessário quebrar o preconceito dentro das próprias instituições que ainda carregam ideias e atitudes machistas, herança histórica que se reflete também em toda a sociedade. Estamos conquistando o empoderamento das trabalhadoras e o respeito a elas por parte dos colegas.

Dado esse primeiro passo, o Estado agora tem trabalhado em um processo de sensibilização dentro dos serviços de atendimento. A segurança pública não pode ser resumida a índices e burocracia. Por trás das estatísticas de violência doméstica, há vidas de vítimas que procuram atendimento em momento de dor e fragilidade, e é aí que o Estado - por meio dos servidores - deve atuar, entendendo os dramas pessoais para que os traumas sejam minimizados.

Pela primeira vez, a SSP tem um conjunto de ações que estão voltadas às mulheres, como a Patrulha Maria da Penha, o Observatório da Violência contra a Mulher, a Sala Lilás e a implantação de mais Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher. Atuam desde a ocorrência até o encaminhamento para a rede de atendimento (centros de referência, casas-abrigo, etc.). São ações transversais que integram a Rede Lilás, em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres. Mas, para o bom fluxo dessa rede, é preciso servidores e servidoras comprometidos. O 'II Seminário mulheres e a segurança pública - Fortalecendo a Rede Lilás' tratará justamente disso. O evento ocorre de 27 a 29 de novembro, no Ministério Público do RS, em Porto Alegre.

Um dos principais focos dessa gestão é a luta pela igualdade entre homens e mulheres, desde o combate ao preconceito até a proteção de vidas. Almejamos que todas essas políticas resultem, no futuro, em uma igualdade de gênero tão inquestionável que a sociedade tenha vergonha de um dia ter precisado delas.

Secretaria da Segurança Pública