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Resgatar, identificar e proteger: simulado de deslizamento de terra envolve forças da Segurança Pública em Bento Gonçalves

Brigada Militar, Polícia Civil, Bombeiros e IGP integraram equipes de resposta da SSP em simulação de ação e resgate

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Três homens, dois deles fardados, apontam para um painel eletrônico.
Líderes se reuniram no Centro de Comando, entre eles, o secretário Ikeda e o comandante-geral do CBMRS, Ricardo Mattei (dir.). - Foto: Calvin Neruam (Ascom/SSP)

O Governo do Rio Grande do Sul realizou, na quarta-feira (6/5), um exercício simulado de ação e resgate em caso de deslizamento de terra, no bairro Zatt

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A Defesa Civil coordenou o simulado, que reuniu mais de 450 pessoas. - Foto: Calvim Neruam (Ascom/SSP)
, em Bento Gonçalves. O evento foi coordenado pela Defesa Civil.

Alertas meteorológicos disparados às 10h30 a todos os celulares em funcionamento na região marcaram o início das simulações. Entre as forças de resposta, a Secretaria da Segurança Pública disponibilizou helicópteros, viaturas, equipamentos e contou com servidores da Brigada Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar (CBMRS) e Instituto-Geral de Perícias (IGP).  

Para o secretário da Segurança Pública, Mário Ikeda, que acompanhou as atividades, o evento amplia a capacidade do Estado de responder em diferentes situações, com protocolos consolidados e procedimentos seguros. “Fizemos grandes investimentos com recursos do Estado após as enchentes e capacitamos nossos servidores para empregar toda essa estrutura. Hoje, as forças da segurança pública demonstraram integração e destreza para enfrentar esse tipo de problema”, declarou. 

Mais de 450 profissionais de diferentes áreas e da imprensa participaram do exercício. Deste total, quase um terço foram de integrantes das forças de segurança pública: foram mobilizados 64 membros do CBMRS, o maior contingente, 32 do IGP, 25 da Brigada Militar e 23 da Polícia Civil.

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Ação reuniu mais de 450 pessoas, mais de 100 viaturas, três helicópteros e centenas de equipamentos, - Foto: Secom/RS
 
Forças de segurança

O CBMRS atuou com 15 equipes, entre elas, Grupos de Resgate em Desastres (GRDs), especializado em busca e salvamento em estruturas colapsadas; equipes de intervenção em áreas deslizadas; binômios (homem e cachorro) para busca e localização precisa de vítimas em áreas de difícil acesso; equipes de drones, para reconhecimento aéreo e tomada de decisão pelo comando da operação; além de viaturas operacionais, incluindo unidades de resgate, salvamento, comando e apoio logístico. Foram empregadas técnicas de desmanche hidráulico e uso de expansores, cortadores e cilindros para a remoção controlada de estruturas colapsadas. 

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CBMRS atuou com 15 equipes, entre elas, Grupos de Resgate em Desastres - Foto: Calvin Neruam (Ascom/SSP)
 
Para o comandante do 5º Batalhão de Bombeiros Militar, Gustavo Kist, o simulado permitiu aprimorar a atuação preventiva e integrada aos demais órgãos, desde os primeiros alertas, com a retirada de pessoas de áreas de riscomonitoramento em tempo real de áreas vulneráveis, busca e localização de vítimas, uso de aeronaves para apoio em salvamento, transporte e reconhecimento, atendimento pré-hospitalar, com triagem rápida das vítimas, classificando-as conforme a gravidade e priorizando o atendimento. “O simulado é uma ferramenta estratégica fundamental para o aprimoramento contínuo das operações do CBMRS. Ele permite reproduzir, de forma controlada, cenários complexos semelhantes aos enfrentados em desastres reais, especialmente aqueles relacionados a eventos climáticos extremos”, afirmou. 

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Binômios (homem e cachorro) realizaram busca e localização precisa de vítimas em áreas de difícil acesso. - Foto: Calvin Neruam (Ascom/SSP)

A Brigada Militar promoveu apoio técnico e operacional em todas as atividades. Entre elas, a instalação de uma base de operações aéreas no aeroporto da cidade e o isolamento das áreas afetadas.  

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- - Foto: Calvin Neruam (Ascom/SSP)

Já a Polícia Civil registrou ocorrências, testou um sistema de acolhida para identificação de desaparecidos e atuou no resgate de vítimas com apoio de um helicóptero.  

O IGP, por sua vez, realizou o resgate e a identificação de vítimas, com emissão de atestados de óbito.  

As atividades foram coordenadas desde um Gabinete Integrado de Gestão de Desastres, instalado pela Defesa Civil no bairro Zatt, com integrantes das esferas municipal, estadual e federal especialistas no tema.

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- - Foto: Calvin Neruam (Ascom/SSP)
 

Segundo o coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Luciano Chaves 
Boeira, o exercício foi realizado em Bento Gonçalves por suas condições reais de risco, já que o município é um dos 130 localizados em áreas comprometidas em casos de eventos climáticos extremos. Além disso, Bento é a quarta cidade com maior risco geológico no Estado.
 

O treinamento incluiu evacuação, isolamento da área, criação de corredor prioritário para as equipes de ação e resgate, abertura de um abrigo, buscas no local evacuado por feridos (pessoas voluntárias) e vítimas fatais (manequins). A operação contou com deslocamento de máquinas, veículos, apoio de cães farejadores e de helicópteros.   

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- - Foto: Calvin Neruam (Ascom/SSP)
 

Ao longo da atividade, foram acionados helicópteros, ambulâncias e viaturas, além do uso de cães farejadores e maquinário pesado. Foram empregadas três aeronaves e mais de 100 veículos. Manequins representaram vítimas soterradas, enquanto moradores e figurantes participaram como desaparecidos e feridos, o que exigiu resposta coordenada das equipes. 
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Três helicópteros foram usados nos resgates e salvamentos - Foto: Calvin Neruam (Ascom/SSP)

Cobertura   
Após a emissão de um alerta severo via cell broadcastrepresentantes da imprensa de todo o RS circularam por áreas previamente definidas, capturando imagens do local do deslizamento e salvamento das vítimas, do abrigo, entre outros pontos preparados para as atividades. Ao final da tarde, participaram de uma coletiva de imprensa. 

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Ao final da tarde, os líderes concederam uma entrevista coletiva. - Foto: Calvin Neruam (Ascom/SSP)
 

Identificação de desaparecidos 
Desenvolvido pelo Gabinete de Relações Institucionais e Comunicação Social (GRICS) da Polícia Civil, o Sistema de Acolhida está sendo testado. Ele reúne informações relevantes sobre pessoas desaparecidas, acomodadas em albergues ou falecidas.   

Alimentado pelo registro de ocorrências policiais, o sistema organiza e permite disseminar, com agilidade, informações oficiais sobre pessoas envolvidas em desastres. Dados pessoais, detalhes sobre a rotina e os familiares, além de fotos, são compilados, a fim de localizar e confirmar as identidades das vítimas.   

Para a delegada Larissa Fajardo, responsável pelas ações de monitoramento de pessoas desaparecidas durante o simulado, o sistema permite depurar dados, ajudando a identificar e classificar nomes de uma grande lista de ocorrências de modo mais eficiente.  

O sistema também emite um alerta sobre foragidos, informando policiais em todas as delegacias sobre a situação do suspeito ou criminoso identificado durante o cruzamento de informações. O processamento possibilita ainda a atualização constante sobre abrigos e vagas, o que agiliza o encontro entre familiares e desaparecidos. 

Perícia na identificação e na prevenção 
O IGP contou com duas frentes de atendimento. Uma equipe esteve no local do deslizamento para o registro e remoção das vítimas fatais até o Posto Médico Legal de Bento Gonçalves. Ali os corpos foram higienizados e examinados para identificação. Técnicas periciais e exames de papiloscopia, odontologia legal e genética forense (análise de DNA) foram simulados. Também houve emissão de Declarações de Óbito.  

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IGP realizou o resgate e a identificação de vítimas, com emissão de atestados de óbito.

A diretora-geral adjunta do IGP, Rosane Pérez Baldasso, revelou que o Instituto ainda dispõe de outros serviços, como o de levantamento de informações para perícias ambientais e de engenharia legal, com recursos como drones e scanners 3D para fazer análises sobre o desastre e identificação de causas. “O IGP vem desenvolvendo soluções cada vez mais adequadas ao enfrentamento de eventos extremos. Com o simulado, percebemos a capacidade de articulação entre as diferentes instituições para uma resposta mais ágil e eficiente”, disse. 

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